quarta-feira, 23 de janeiro de 2008

O RETORNO DE JEDI - a balada de re-estréia


"A única coisa
da qual devemos ter medo, é o próprio medo."


Franklin Delano Roosevelt

Então estava combinado. Meus amigos passariam em casa e iríamos para a balada. No encontro, aquele típico ritual de socialização cultivado pelo gênero masculino:
- um deles, aos berros - "FAAAAAALA GAROOOTOO!! BELEZA? Ó, já pega uma cerveja. Trouxe pra você. UM BRINDEEEEE!" - e o outro - "GUERRAAAA!! Entra logo no carro, porra."
Chegamos. Ansiedade..."Será que vai estar bom aí dentro?" A típica insegurança do sujeito que já não pratica o inglês faz tempo e tem que encarar uma reunião de trabalho com gringos. Fila. Revista. Entramos. O som alto e a pouca luz trazem uma sensação reconfortante, de estar em um ambiente conhecido. Uma primeira olhada em volta. "Nossa, quanta molecada..." - o fato é que você está mais velho meu amigo, e mesmo o pessoal de 25 parece ter cara de criança. Há muita gente bonita, mas me sinto tímido para me aproximar de alguém. Enferrujado, sem dúvida. Já fui melhor do que isso. Olho para o lado, e avisto a melhor companhia dos recém re-apresentados a balada ! Amigo, companheiro, aquele que não te julga, não te condena, que está lá para o que der e vier. O BAR. E nele a sua musa inspiradora: a bebida. Parada obrigatória.

Os amigos pedem um brinde à solteirice e ao meu retorno (repetição do ritual de socialização, desta vez mais alto). "POOOORRA CAARAAA! Você estava fazendo falta. Que bom que tá com a gente. Agora você tem que se divertir. Puuuuuuta, olha que gata !! Já volto!"
Tomo um copo de Jack Daniel's com coca-cola. Peço outro. Fico no bar...olhando a dinâmica. Um dos meus amigos volta e fala "E aí? Vai ficar no bar? Foco, cara, tem que ter foco. Sem amadorismo. Chega naquela ali, ó." Mato o outro copo. O calor e a coragem começam a tomar conta de mim. Enfim, tá na hora de mostrar do que sou feito. Dá um certo medo. Foco, foco. É hora de virar a página e dar um passo importante, aquele pra matar o tal do medo. Começa então a busca pelo primeiro "não".

2 comentários:

Salomão disse...

Das crônicas do guerreiro:
Conan's Father: For no one - no one in this world can you trust. Not men, not women, not beasts. This you can trust.
[Points to sword]

Adaptação moderna:
Conan´s Father: For no one - no one in this world can you trust. Not men, not women, not beasts. This you can trust.
[Points to beer]

Mr.Thirty disse...

Verdade indiscutível, nobre Carlos. A Bebida é o LSD da balada, que distorce a realidade e cria um novo mundo...as vezes assustador, as vezes encantador.